A lição de Matemática pode ser especialmente difícil para seu filho (a) - veja como ajudá-lo (a)!
Equações, Frações, Números Negativos, Construção de Gráficos, Notação Científica, Potências....
As tarefas de matemática na segunda etapa do ensino fundamental começam
a trazer temas que, para muitos pais e mães, estão há muito tempo esquecidos e
para outros são verdadeiros problemas. Como agir, então, se o filho (a)
pedir ajuda na resolução de um exercício?
Confira mais dicas como estas no especial Lição de Casa.
Antes de tudo é preciso tomar cuidado para não repassar qualquer tipo
de preconceito com relação à disciplina em si. "É muito comum os pais,
diante de uma questão um pouco mais complexa, fazerem comentários
negativos sobre a matéria como é difícil mesmo, eu também não
entendia nada disso, etc.", diz Rommel Fernandes Domingos, diretor de
ensino e professor de matemática do Colégio Bernoulli. "Desta maneira
está-se dizendo para o filho que ele tem a opção de não aprender aquilo.
Afinal, se o adulto chegou até onde chegou sem precisar daquele
conhecimento, ele também pode abrir mão dele". Também não ajuda ir para
o outro extremo. "Pais que têm mais facilidade com os números ou cujo
trabalho exige este domínio devem ficar atentos para não usar isto para
uma demonstração de competência perante o filho ou de impaciência diante
da dúvida", comenta.
Outro ponto fundamental é o de ajudar o
filho a enfrentar a dificuldade apresentada. "A geração atual não lida
bem com nenhum tipo de frustração de tão acostumada que está em ter tudo
nas mãos, bastando um clique para ter uma resposta que procura na
internet", afirma Iolanda de Souza Oliveira, professora de matemática
das turmas de 8º ano do Ensino Fundamental do Colégio Anchieta. "Os pais
precisam mostrar a importância da tentativa e erro, ressaltar que errar
faz parte do aprendizado".
Os dois educadores tranquilizam os
pais lembrando que, a princípio, o filho terá sempre condições para
realizar a tarefa enviada para casa. "A lição é complementar ao que foi
trabalhado em sala de aula. Ou seja, ele já teve contato anterior com
aquele conteúdo explicado pelo professor. Em casa, os pais podem
lembrá-lo disso, ajudá-lo a controlar a ansiedade e, caso ele tenha
dúvidas, caminhar passo a passo com ele até a resolução", diz Iolanda.
Confira as dicas para ajudar neste trajeto:
Para ler, clique nos itens abaixo:
- 1. Atenção ao enunciado
- 2. Procurar exemplos
- 3. Identificar a raiz da dificuldade
- 4. Perceber se há falta de foco
- 5. Orientar que as dúvidas sejam resolvidas com o professor
- 6. Elogiar o cumprimento das tarefas
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- Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/como-ajudar-licao-matematica-736667.shtml#
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Estimular os filhos a tirarem proveito da lição de casa é
essencial para que eles obtenham sucesso na vida escolar. É importante
também evitar a “decoreba”, onde o aluno apenas repete o conteúdo sem
refletir, não absorvendo o conhecimento.
Os (as) alunos (as) devem fazer as lições sozinhos, pois a escola passa apenas o que eles tem capacidade para realizar.
Quando os pais fazem o trabalho
para o seu filho, além de não ajudá-los, prejudicam sua autoestima, pois
tiram sua possibilidade de realização. É da prática que nasce a
perfeição. E quando os pais antecipam-se ao pedido de ajuda, sem esperar
que o filho peça, pode transmitir a impressão que não acreditam que ele
seja capaz de fazer sozinho. Não há autoestima que resista a este
descrédito.
“Nas tarefas escolares,
ajudar não significa fazer pelo filho. Quem tem de fazer é a criança”
(Içami Tiba – Quem ama educa – pág. 190).
“Se o filho sabe estudar, aprendeu estudando. Ninguém pode estudar por ele” (Içami Tiba – Quem ama educa – pág. 189).
“Uma das funções educativas mais importantes é capacitar o filho para sobrevivência”.(Içami Tiba – Quem ama educa –pág. 192).
“Caso os pais desejem
ensinar, devem fazê-lo em outra folha, e não no caderno da escola. O
caderno de lição de casa é responsabilidade da criança”.(Içami Tiba –
Quem ama educa – pág. 191)
Os 10 mandamentos do dever de casa
1. Jamais faça lição por seu filho ou
permita que outros o façam (avós, empregada, irmão mais velho, amigo).
Tenha clareza de que a lição é de seu filho e não sua, portanto, ele tem
um compromisso e não você. Deixe-o fazendo a sua tarefa e vá fazer algo
seu. Ele precisa sentir que o momento da tarefa é dele.
2. Organize um espaço e um horário apropriados para ele fazer as tarefas.
3.
Troque ideias ou formule perguntas para ajudar no raciocínio, mas só se
for requisitado. Não dê respostas, faça perguntas, provoque o
raciocínio.
4.
Oriente, a correção fica a cargo do professor. Importante: não vale
apagar o erro de seu filho. Quem deve fazer isso é o professor. Aponte
os erros (torne o erro construtivo).
5. Diga “tente
novamente” diante da queixa. Refaça. Recomece. Caso seu filho perceba
que errou, incentive-o a buscar o acerto ou uma nova resposta. Demonstre
com exemplos que você costuma fazer isso. Nesse caso, valem os itens
anteriores para reforçar este.
6. Torne o erro construtivo. Errar faz
parte do processo de aprender (e de viver!). Converse, enfatizando a
importância de reconhecermos os nossos erros e aprendermos com eles.
Conte histórias que estão relacionadas a equívocos.
7.
Lembre-se de que fazem parte das tarefas escolares duas etapas: as
lições e o estudo para rever conteúdos. As responsabilidades escolares
não findam quando o aluno termina a lição de casa. Aprofundar e rever os
conteúdos são fundamentais.
8. Não misture as coisas. Lição e estudar
são tarefas relacionadas à escola. Lavar a louça, arrumar o quarto e
guardar os brinquedos são tarefas domésticas. Os dois são trabalhos, no
entanto, de natureza diferentes. Não vincule um trabalho ao outro, e só
avalie as obrigações domésticas.
9. Não julgue a natureza, a dificuldade ou
a relevância da tarefa de casa. A lição de casa faz parte de um
processo que começou em sala de aula e deve terminar lá. Se você não
entendeu ou não concordou, procure a escola e informe-se. Seu julgamento
pode desmotivar seu filho e até mesmo despotencializar a professora e,
consequentemente, a tarefa de casa e seus objetivos.
10. Demonstre que você confia em seu
filho, respeita suas iniciativas e seus limites e conhece suas
possibilidades. Crie um clima de camaradagem e consciência na família,
mas não deixe de dar limites e ser rigoroso com os relapsos e
irresponsabilidades.
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Dever de casa
Coluna Pais e Professores
Pais: Dêem um basta à súplica para que o filho passe de ano.
Seu filho não tem que ser aprovado e sim aprender o que lhe é ensinado.
Nosso cérebro aprende perfeitamente neste binômio pergunta-resposta, não
importa a ordem. Não se aprende com uma pergunta sem resposta nem com
uma resposta sem se saber da pergunta. Os pais têm que acompanhar de
perto os estudos dos filhos, não permitindo que costumes populares tão
arraigados na cultura estudantil brasileira tomem conta deles.
Os conceitos contemporâneos de educação formam hoje um novo paradigma: o
da Alta Performance. É fazer e pensar o melhor possível para o bem da
humanidade e da preservação das condições de vida no planeta. Deve-se
usar sempre o seletor de pensamentos para escolher os melhores dentre os
60.000 que temos a cada dia, dos quais 95% são simplesmente
repetitivos. São 55 pensamentos por segundo para quem dorme 8 horas por
dia. Para se fazer o melhor possível uma pessoa tem que ter
conhecimentos atualizados e a prática do aprender sempre. A
obsolescência é um atraso de vida.
Os pais devem saber que decoreba não é aprendizado, mas sim um material
colocado pronto no cérebro que não é assimilado pelo corpo do
conhecimento, pois é perecível e descartável. Ele perece após a prova,
sendo ou não usado. A memória retém o conteúdo até o término da prova,
após a qual ele é deletado. Quando se registra em algum lugar o número
do telefone, este desaparece da memória.
Para aprender, o aluno tem que estudar corretamente e descobrir sua
finalidade, que é encontrar o significado daquela matéria estudada. É
impossível os pais estudarem pelo filho ou controlarem a mente dele. Os
pais podem até obrigar o filho a estudar, mas o que ele faz na mente
dele, só a ele pertence. Os pais têm como exigir resultados e isto dá
trabalho, mas é fácil.
O filho tem o dever de estudar em casa as matérias que os professores
passaram em aula diariamente e não somente nas vésperas das provas. O
filho pode descobrir qual o melhor meio para estudar, mas que faça um
resumo de três linhas sobre o que estudou, usando em média 50 palavras
próprias.
A quantidade, em média 50 palavras, é suficiente para desenvolver uma
idéia com começo, meio e fim, usando resumidamente algumas explicações
básicas. É quase um terço das 140 palavras que se usa no Twitter,
serviço de microblogging em que mensagens curtas e rápidas são trocadas
na internet. A qualidade das próprias palavras sem usar nenhuma do texto
estudado é para que o corpo do conhecimento que assimilou o conteúdo,
use-o pela primeira vez no texto não como repetição, mas como uma
experimentação. Quem não conseguir usar as próprias palavras é porque
não fez a própria assimilação e "decorou" o texto. Só se consegue
expressar desta maneira quem realmente tenha assimilado.
A grande novidade deste método de Alta Perfomance de Estudo é descobrir
onde e como aplicar o que estudou. Isso deve também estar resumidamente
escrito como observação além do texto, no próprio resumo, como se fosse
um item
"Como ou quando usar". Assim, o cérebro completa o binômio pergunta-resposta para completar um conhecimento.
Cobrar este resumo é fácil. Basta que o filho envie pelo celular como
SMS, e-mail etc. Os pais estão preparando o filho para serem
responsáveis sem deixar nada para depois.
Cobrar que os filhos cumpram com suas obrigações é um gesto de amor, e
quem ama, educa. Se o filho é mole, a cobrança tem que ser firme. Ele
não poderá fazer qualquer outra atividade (sair, "internetar", dormir,
etc) sem antes cumprir sua tarefa do dia. Caso ele durma sem tê-la
feito, cabe aos pais acordar o filho para que faça. Poupar o filho "já
que ele dormiu" é dar marcha ré no processo do aprendizado responsável.
Acordar o filho não é ruindade mas muito amor para poder dissolver a
preguiça mental e corporal que mina qualquer educação e atrasa o Brasil.