terça-feira, 13 de dezembro de 2016

'Creche zen' usa ioga, massagem e comida saudável para acolher crianças na periferia de São Paulo

O cenário é uma creche sem muitos recursos. Os protagonistas têm idade entre 1 a 4 anos.
O enredo esperado incluiria crianças agitadas, choro de bebê e professores meio tensos, certo? Na verdade, não. O ambiente no Centro de Educação Infantil (CEI) Ananda Marga, na Zona Norte de São Paulo, é bem diferente. Na sala do andar de baixo, duas professoras fazem massagem nos bebês, que vão, um a um, caindo no sono em seus colchonetes. Em outra, crianças cumprimentam a reportagem com a saudação indiana "Namaskar" e depois seguem cantando uma música sobre proteger a floresta, enquanto dançam usando posições de ioga que imitam animais. Essas são justamente algumas das atividades na rotina das crianças: prática de ioga por meio de histórias, alguns minutos de silêncio com olhos fechados e respirando com calma (como em uma meditação) e massagem.

Contato físico e afeto

Para a pediatra Ana Maria Costa da Silva Lopes, massagear crianças pequenas faz todo sentido quando se fala em desenvolvimento de bebês. "Hoje sabemos que é fundamental resgatar o contato do bebê com a mãe ou o cuidador. E a massagem é interessante porque facilita esse contato e a troca afetiva. Estudos mostram que o corpo a corpo com o bebê é importantíssimo para o desenvolvimento do sistema nervoso central", explica Ana Maria, que integra o Departamento Científico de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). "Especialmente nos primeiros anos, esse desenvolvimento do sistema nervoso e da própria capacidade psíquica se dá por meio da interação com a voz humano, do aconchego e do corpo a corpo do bebê com o cuidador. Só que, atualmente, a correria a a introdução de telas fazem com que essas coisas venham se perdendo."

Respiração

Na creche, que é mantida por uma ONG em parceria com a prefeitura, as crianças maiores fazem massagens umas nas outras. Já na sala dos menores, de 1 a 2 anos, antes da hora da soneca as professoras fazem uma técnica milenar de massagem chamada shantala. Ela acalma o bebê, além de trazer outros benefícios. Todos deitados em seus colchões, eles vão dormindo assim que a professora massageia com a ajuda de um óleo natural os braços, as pernas, a barriga e o rosto. Para a pediatra Ana Maria, há atualmente muitos "fatores externos que fazem com que as crianças fiquem muito agitadas - seja por excesso de estímulo, como no videogame ou na TV, ou por estarem em um contexto mais violento, de agressividade física ou psicológica."
"Diante desse cenário, você introduz algo como massagem e respiração, isso ajuda a criança a ficar em um estado de organização emocional melhor e, assim, dar conta de fazer as atividades."

Merenda saudável

Outra abordagem diferente da creche no Jardim Peri está na alimentação, que é natural e vegetariana. Como todas as mais de 100 crianças ficam em período integral (das 7h às 17h), há cinco refeições: café da manhã, almoço, janta e dois lanches. Em todas elas, a maioria dos alimentos é in natura - raramente entra algo ultraprocessado, como bolacha recheada e achocolatado.
A BBC Brasil acompanhou as crianças almoçando. Pratinho na mão, uma a uma ia se servindo de arroz com cenoura, feijão reforçado com abóbora, beterraba, tofu frito e couve refogada. "Aqui, brigo com o açúcar. Também não deixo muito sal. Refrigerante também é proibido. Nossa comida aqui é muito bem elaborada, porque 85% das nossas crianças só comem aqui na creche. Usamos manteiga, grão-de-bico, ricota... E fazemos nosso iogurte. É melhor que o grego!", ri a filipina Didi Jaya, coordenadora da creche.
"Você vê que com a alimentação saudável as crianças ficam com a pele bonita. E a gente ensina os pais a fazer. Mas comida vegetariana é cara, então temos que nos virar e até pedir doação para os feirantes", conta Didi, afirmando que esse é, inclusive, seu maior desafio: a falta de verba.
Ela conta que de início os pais se assustam com o cardápio vegetariano, mas, depois, acabam vendo vantagens, especialmente no fato de as crianças comerem grãos e hortaliças. A pediatra Ana Maria afirma que, segundo a SBP, não há orientação para uma dieta vegetariana - nesses casos, é importante discutir com um pediatra. "Recomendamos evitar ao máximo alimento ultraprocessados, como aqueles salgadinhos de pacote, que têm muito sódio. O ideal para crianças é tentar sempre consumir alimentos o mais próximo possível de seu estado natural", afirma. Ela também ressalta que, no caso das crianças pequenas, a recomendação é a de se manter o aleitamento materno até o segundo ano de vida.
"Mas sabemos que a realidade nem sempre permite isso, então, é importante tentar manter a amamentação ao menos de manhã, antes de a criança ir para a creche, e à noite."
Reportagem: Mariana Della Barba / Imagens: Matheus Brant
 
 
 
 
 

Os segredos de Cingapura, apontado como o país com a melhor educação do mundo

Cingapura dominou os resultados do Programa de Avaliação Internacional de Alunos (Pisa, na sigla em inglês)
Cerca de 540 mil estudantes de 15 anos em 70 países participaram do exame, realizado a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
"As provas não só avaliam se o estudante pode reproduzir os conhecimentos adquiridos, mas se é capaz de ir além do que aprendeu e aplicá-los em situações pouco familiares e fora da escola", diz o comunicado do Pisa.
Isso requer a habilidade de "explicar fenômenos científicos, interpretar dados e realizar experimentos."
Com base nestes critérios de avaliação, Cingapura ficou em primeiro lugar nas três disciplinas avaliadas: Ciências, Matemática e Leitura.
O Brasil obteve posições baixas em todas elas, com um desempenho inferior à avaliação de 2012, e abaixo da maioria dos países da América Latina que também fizeram parte do teste: foi o 59º em Leitura, 63º em Ciências e 65º em Matemática. Já Cingapura ganhou posições nas três. Em 2012, havia sido o segundo em Leitura e Matemática e o terceiro em Ciências.Mas o que explica esse excelente desempenho dessa ilha-Estado do Sudeste asiático? Brandew Jeffreys, editora de Educação do site da BBC, foi até lá conferir. Confira seu relato:
"Se você pensa que Matemática é difícil, não vai conseguir aprender", diz Hai Yang, de 10 anos.
Junto a outros alunos da turma 4D da escola primária Woodgrove, ele está explicando as aulas da disciplina que eu estava acompanhando. A classe trabalhava em um problema. Os estudantes se revezavam, levantando-se para dizer como haviam resolvido a questão. E faziam isso em inglês, uma das diversas línguas faladas em Cingapura. No fim das contas, havia mais de uma solução correta. O mais impressionante era sua dedicação para entender exatamente como fazer isso.
"Se apenas copiarmos a resposta dada pelo professor, quando crescermos talvez a gente não saiba mais como resolvê-lo", diz outra aluna, Megna.

Fundamentos

Trata-se de uma abordagem conhecida como Domínio da Matemática, usado também em escolas da China e que vem sendo adotado em algumas instituições de ensino de outros países, como o Reino Unido.
Essa é apenas uma parte de uma história de sucesso que despertou o interesse do mundo.
Cingapura se beneficia de ter um sistema escolar enxuto, no qual professores são reunidos no Instituto Nacional de Educação para serem treinados.
Seu diretor, Tan Oon Seng, me disse que o instituto recruta professores com base no seu grau de conhecimento das disciplinas, e é esperado que eles garantam que cada criança compreenda os elementos básicos do ensino.
Em Cingapura, acreditamos em fundamentos. Para que uma criança seja bem educada, ela precisa aprender a linguagem e gramática de várias matérias, uma linguagem com a qual sejam capazes de ler, uma linguagem com a qual possam entender os números."
Cingapura também tem ensinado bastante sobre como tornar a profissão de professor uma atividade recompensadora. É algo que confere status, porque a competição para tornar-se um mestre é grande.
Professores podem seguir uma carreira que os leva a se tornarem diretores, pesquisadores em Pedagogia ou um grande especialista em salas de aula. Eles têm tempo para aprofundar seus conhecimentos e preparar as lições.

Criatividade

Mas Cingapura não está acomodada em sua posição de prestígio. Em duas escolas de ensino médio, testemunhei tentativas de tornar o aprendizado mais criativo. No colégio Montfort, adolescentes são encorajados a fazer protótipos de produtos que vão desde um sistema para regar jardins a um teclado eletrônico. Usar habilidades científicas e matemáticas para resolver problemas do mundo real é exatamente o tipo de capacidade que o Pisa foi criado para avaliar. No Montfort, uma sala vazia está sendo transformada em um "laboratório de inventores". Ferramentas simples e diversos materiais estão disponíveis para que alunos os usem no tempo livre e criem coisas que podem levar para casa. Se quiserem entender como iluminar seu violão com lâmpadas de LED, é ali que aprenderão isso.
"Queremos que o aprendizado esteja ligado à realidade do dia a dia, para que isso melhore a experiência não apenas em Ciências, mas em outras áreas", diz o professor Ricky Tan Pee Loon.
Outro aspecto que chama atenção na educação em Cingapura é que diretores mudam de escola a cada seis ou oito anos. Também há uma grande ênfase na colaboração.
Khoo Tse Horng, diretor da escola St. Hilda, diz que o modo de trabalho dos professores também é diferente. Quando ele começou a dar aulas, o mais comum era ser acompanhado por um mentor mais experiente.
"Hoje, os professores trabalham em equipe, crescem juntos, pesquisam juntos, trabalham juntos."

Concorrência

Mas a principal colaboração para o sucesso de Cingapura talvez venha dos pais dos estudantes. O sistema é competitivo, e um exame ao fim do primário influencia se a criança conseguirá uma vaga na escola que pretende frequentar na próxima etapa. No ensino médio, os estudantes têm um currículo acadêmico "expresso" e outro normal, que os leva a obter um diploma técnico ou vocacional. Então, às 20h de uma certa noite, acompanho crianças de até 4 anos estudando matemática usando ábacos (instrumentos antigos de cálculo). Lucas, de 6 anos, parece tranquilo ao correr contra tempo para resolver uma série de problemas. Seus pais, Eric e Nicole Chan, me dizem que trazem os filhos para uma hora de aula adicional para que eles ganhem uma confiança extra.
Há um lado negativo, retratado em um filme recente feito por voluntários da agência publicitária Splash, de Cingapura, em que uma menina fica deprimida e estressada na preparação para seu exame ao fim do primário. Jerome Lau, um dos diretores da Splash, diz que se inspirou na experiência de um amigo. "É injusto começar a julgá-los e rotulá-los. Toda criança tem o potencial de se dar bem na vida."
O sistema de Cingapura está mudando, em parte por conta do reconhecimento que a concorrência é alta. Então, alterações estão sendo implementadas na forma como a notas são publicadas e usadas para classificar os alunos. É um sistema que reconhece algumas de suas falhas, mas segue comprometido em permanecer entre os melhores do mundo.

Pode a Terra ou algum outro planeta sobreviver à morte do Sol?

Com 4,6 bilhões de anos, o Sol é hoje uma estrela de meia-idade, e sabemos que não deve durar para sempre. Um dia, em coisa de 5 bilhões de anos, ele esgotará o combustível nuclear que o mantém brilhando e inchará como uma gigante vermelha, mais de cem vezes maior do que é hoje. Esse será um dia ruim para os planetas mais internos do sistema. Mercúrio, Vênus e possivelmente a Terra serão engolfados pela tênue, mas fervente, atmosfera solar.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A segunda Super Lua do ano será vista neste domingo (27)

Eclipse da Superlua

Finalmente chegou o dia! Neste domingo teremos a segundaSuperlua, das três que acontecem no ano, mas que vem com um bônus: será dia de eclipse lunar também! Desta vez o Brasil estará em situação privilegiada para acompanhar o evento, que também deve ser visto na costa oeste da África e Europa, mas também na costa leste dos EUA, mesmo que parcialmente.

E o papo é o seguinte:

O que tem de especial em um eclipse com uma Superlua?

Não é muito comum acontecer os dois eventos ao mesmo tempo. A Superlua se dá quando a Lua atinge a fase de cheia a menos de 24 horas do seu ponto mais próximo da Terra em sua órbita, ponto esse conhecido como perigeu. Esse ano nós já tivemos uma Superlua em agosto, teremos outra agora em setembro e finalmente a última em outubro. Ainda que na prática seja muito difícil de ver diferenças entre as três, a melhor delas é sem dúvida a de domingo agora, dia 27.

Quando a Lua Cheia ocorre no perigeu, ela surge com o tamanho aparente maior, até 14% e até 30% mais brilhante. Esse tamanho mais avantajado é pouco notado quando ela está alta no céu, pois falta alguma coisa perto da Lua para comparar, mas quando ela surge no horizonte, parece bem maior que normalmente estamos acostumados a ver. Ela fica mais brilhante também, o que dá para notar, mesmo dentro de cidades grandes, mas que chega a impressionar se estivermos em um local escuro.

Aí tem um eclipse nessa Lua do Perigeu (o nome oficial da Superlua) e fica tudo de bom! Quando a Lua mergulhar na sombra da Terra, veremos um contraste entre as fases brilhante e escura ainda maior que o normal, bombando os efeitos do eclipse. A última vez que um eclipse aconteceu numa Superlua foi há mais de 30 anos e a próxima só deve acontecer daqui a 17 anos.

O quê eu preciso para ver o eclipse?

Duas coisas: céu limpo e horizonte aberto! Esse é um dos eventos astronômicos em que não é preciso nenhum tipo de equipamento, basta que o céu esteja limpo e que você consiga ver a Lua no céu. Claro que a festa fica ainda melhor se houver uma luneta ou telescópio disponível. Nesse caso dá para ver a sombra da Terra percorrendo a superfície lunar, cobrindo as crateras, vales e montanhas conforme a Lua e a Terra se movimentam. Se você for que nem eu que gosta de ficar horas contemplando o céu, sugiro usar uma cadeira de praia ou espreguiçadeira para fiar mais confortável.

Qual o horário do eclipse?

O eclipse lunar total, como é esse caso, é composto de duas fases: a penumbral e a umbral. A sombra da Terra tem um halo externo mais tênue, a penumbra, e uma parte bem mais escura ao centro, a umbra. Como o eclipse é total, a Lua vai mergulhar totalmente em ambas durante seu trajeto no céu.
Durante a fase penumbral, a Lua escurece um pouco e às vezes até passa despercebido de tão sutil. Apenas observadores mais atentos conseguem distinguir o começo dessa fase, quando a borda da Lua toca a penumbra da Terra (evento chamado de P1 às 21:11), mas conforme ela vai se deslocando sobre ela, o escurecimento fica mais evidente.

A segunda fase é a umbral. Aí sim fica evidente que a Lua está sendo coberta pela sombra densa da Terra. Quando há o primeiro toque da borda da superfície lunar com a umbra (evento chamado de U1, às 22:07), parece que ela perdeu um pedaço de tão escuro que fica e conforme a sombra avança, o pedaço aumenta junto. Quando a Lua estiver completamente coberta pela umbra, começando a fase de totalidade no instante U2 (23:11) vai ficar bem evidente a mudança de sua cor, pois ela deve ficar um tanto mais alaranjada.

Exibindo
Mesmo quando a Lua está mergulhada na umbra da Terra, um pouco da luz do Sol consegue atingi-la, após atravessar a atmosfera da Terra. O efeito de mudança da cor tem a ver com o estado da atmosfera terrestre. A luz, ao atravessa-la, vai ser influenciada por tudo que ela contém. Logo de cara, a pouca luz que chega na Lua vai ser um pouco alaranjada, simplesmente por que a parte azul dela é muito espalhada pela nossa atmosfera. Por isso o céu é azul. Mas se ela estiver carregada com particulados como poeira e, principalmente, cinzas vulcânicas, esse efeito é acentuado e praticamente apenas luz vermelha vai atingir a Lua. Recentemente tivemos duas erupções vulcânicas intensas que lançaram cinzas na alta atmosfera. Nessa região de altitude elevada, as cinzas podem circular por anos antes de caírem de volta ao solo, de modo que espera-se que esse efeito de avermelhar a Lua seja bem destacado nesse eclipse.

A fase da totalidade dura até o momento em que a Lua começa a sair da umbra (instante U3, 00:23 de segunda feira 28) e volta a mergulhar na penumbra. Essa fase deve durar um pouco mais do que 1 hora e 10 minutos e durante esse tempo aLua deverá estar mais obscurecida e avermelhada, dependendo da situação da atmosfera terrestre. 

Existe uma escala proposta pelo astrônomo francês Andrés-Louis Danjon para quantificar o grau de escuridão que a Luaatinge nesses momentos de eclipse total. A escala de Danjon varia de 0 (muito escuro, quase invisível) até 4 (muito claro, cor alaranjada). Essa escala é bastante arbitrária, mas ela ajuda a revelar o grau de sujeira suspensa na atmosfera de acordo com o brilho e a cor da Lua.

Finalmente o eclipse termina quando a Lua toda sair da penumbra (P4), que deve acontecer às 02:22 da madrugada de segunda feira. Se você não pode se dar ao luxo de ficar acordado até duas da matina em plena segunda feira braba, tente ao menos ver a Lua atingir o ápice do eclipse, que deve ocorrer entre os pontos U2 e U3 e dura pouco mais do que uma hora.

Para organizar melhor as ideias, tem esse esquema do eclipse com muitos dados sobre todo o evento. O que mais interessa é a tabela com os horários de entrada e saída da sobra da Terra, sempre na hora oficial de Brasília.

Por quê algumas pessoas estão chamando o eclipse de “Lua sangrenta”?

Porque o mundo está recheado de pessoas bestas, se quer saber mesmo. Eu já falei sobre essa história de Luasangrenta nesse post e cada vez mais acho que esse termo deve ser evitado!

E se chover?

Aí o jeito é acompanhar o eclipse na internet. Vário sites vão fazer transmissão ao vivo do evento, um deles é esse da famosa revista Sky & Telescope. A transmissão começa às 22 horas do dia 27/09. 

Um outro fato curioso desse eclipse, em especial para os fãs de Neil Young como eu, é que ele deve ocorrer justo na famosa “Harvest Moon”, ou Lua da Colheita. Muito antes da luz elétrica, a Lua Cheia que ocorria próximo ao equinócio que marca o fim do verão no norte era usada para dar mais algumas horas de luz após o Sol se por, com isso, a colheita não seria interrompida tão cedo. Fica aí uma dica de trilha sonora para o evento!

Então neste domingo temos um encontro marcado com a Lua, a Terra e o Sol, que alinhados vão nos oferecer um belo espetáculo.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/observatorio/post/eclipse-da-super-lua.html

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Brasileiro na lanterna...

Alunos brasileiros estão na lanterna em ranking de habilidades digitais, diz OCDE

Estudo avaliou compreensão de leituras na internet e destreza para navegar em sites em jovens de 31 países; Cingapura fica em 1º lugar.

Daniela Fernandes Da BBC Brasil
Os alunos brasileiros estão nas últimas posições em um ranking de 31 países que avaliou a habilidade de navegar em sites e compreender leituras na internet elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O relatório Estudantes, Computadores e Aprendizado: Fazendo a Conexão, realizado no âmbito do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) da OCDE de 2012, resultou do primeiro estudo da organização que analisa as competências de alunos na área digital.
O Brasil ficou na antepenúltima posição no ranking, à frente apenas dos Emirados Árabes e da Colômbia.
Os melhores resultados foram obtidos pelos alunos de Cingapura, Coreia do Sul, Hong Kong, Japão, Canadá e Xangai.

Computador na escola

Os resultados desses países (ou cidades) refletem os que foram obtidos no PISA de 2012 para avaliação de leitura em papel, "o que parece indicar que um bom número de habilidades úteis para navegar na internet pode também ser ensinada e adquirida por meio de técnicas de leitura clássicas", diz a OCDE.
O estudo sugere que o acesso e uso de computador importa menos no desenvolvimento da capacidade de navegação e leitura online do que um bom preparo básico. Sugere também que a habilidade para navegar na internet pode ser ensinada e adquirida com a ajuda de pedagogias e ferramentas tradicionais.
Os dois primeiros do ranking, os alunos de Cingapura e da Coreia do Sul, utilizam menos computadores na escola - apenas 70% dos alunos usam computador, no caso de Cingapura, e 42% na Coreia do Sul - do que a média dos países da OCDE - de 72%. Não há esse dado sobre o Brasil no estudo.
Segundo a organização, "o fato de assegurar que cada aluno atinja um nível de competências de base em leitura e matemática contribuirá mais para a igualdade em um mundo digital do que o simples fato de ampliar ou subvencionar o acesso a serviços e aparelhos de alta tecnologia".
"A leitura online solicita as mesmas competências que a leitura em papel. No entanto, é preciso acrescentar uma capacidade suplementar, que não é das menores: a de saber navegar entre páginas de texto e discernir as fontes pertinentes e dignas de confiança entre um número de informações aparentemente infinito", afirma o estudo.

Alunos que usaram computadores com muita frequência na escola tiveram resultados piores em leitura online (Foto: BBC Brasil)Alunos que usaram computadores com muita frequência na escola tiveram resultados piores em leitura online (Foto: BBC Brasil)

Para avaliar as habilidades na internet, os alunos - de 15 anos - tiveram de navegar por textos online através de links, atalhos e comandos de navegação para ter acesso à informação solicitada, além de criar um gráfico a partir de dados ou utilizar calculadoras na tela do computador.
Os pesquisadores analisaram o número de etapas para buscar informações e também a capacidade para navegar de maneira focada na busca por determinados assuntos (clicando corretamente, por exemplo, na sequência de páginas que permitiam realizar a tarefa solicitada).
O documento revela que mesmo os países que investiram consideravelmente nas tecnologias da informação no sistema educacional não tiveram nenhuma melhoria notável dos resultados nas avaliações de compreensão da escrita, matemáticas e ciências do PISA.
"Os sistemas escolares devem encontrar soluções mais eficazes para integrar as novas tecnologias no ensino e no aprendizado", afirma Andreas Schleicher, da direção de educação e competências da OCDE.

domingo, 13 de setembro de 2015






Aqueles que são os seus melhores professores


É preciso ter a abertura do saber. Todas as coisas na vida – da sua vida – vêm para ensinar você. Não existe nenhuma situação que não traga um ensinamento. Não existe sequer uma pessoa que passou na sua vida, que não tenha vindo para ensinar você.

Você chama as pessoas. Você chama os ensinamentos. Você provoca aquilo que se manifesta na sua vida. Você compartilha aquilo que se manifesta na sua vida. Você tem total interação com todos os fatos da vida, com todas as circunstancia – boas ou ruins.

A sua energia está no bem. A sua energia está no mal.
E as pessoas que estão no seu caminho, refletem o seu bem e refletem igualmente o seu mal.

Aqueles que estão despertos para o espiritual, sabem que não há vítima, não há algoz. E tão pouco não há um mal que prevaleça, nem um bem que dure para sempre.

As energias – as situações do mundo – estão em constante oscilação. Elas são como um Céu cheio de nuvem. Você olha... E se ficar assistindo as nuvens, verá os movimentos que se formam. E nenhum controle aparente, você tem desses movimentos. Mas, você tem o seu olhar e você tem a sua permanência.

Não culpe as pessoas. As pessoas não são erradas na sua vida, ainda que elas tenham atitudes contrárias ao bem comum – aquilo que você espera delas – e, até a consciência de moralidade e do que é correto.

As pessoas são o que elas são. Mas, estão na sua vida, pelo emaranhado kármico criado por você. E estão fora da sua vida, também pelo emaranhado kármico criado por você.

Veja: que cada situação, cada pessoa, é um aprendizado.

Então, se perdoe, perdoe os outros também. E compreenda, que algo ali você teve que aprender. E se você aprendeu, abra o coração e confie no Universo, em Deus, na manifestação do Divino. Para que essa manifestação traga para você aquilo que você pode viver, em alegria, harmonia e amor.

Alguns querem apenas a felicidade. E neste mundo onde existe: o claro/escuro; a noite/o dia... A felicidade sempre estará atrelada a uma decepção ou a uma tristeza.

Quanto mais conectado você estiver, com o seu Eu Divino – com a sua consciência – menos sujeito as oscilações você estará. E a vida se tornará muito mais fácil de ser vivida. O Bom mais prolongado, e tudo aquilo que não é bom: compreendido e pacificado dentro de você.

Quando você ama, você compreende até o ato de desamor de alguém... A incompreensão, a consciência ainda não desperta, as fragilidades humanas.

Só o amor ensina. Só o amor promove a elevação, e consequentemente, a libertação. Quando – você ama a si mesmo, e compreende que existem os enganos, as incompreensões – você libera. E toda a energia dentro de você, se solta.

E assim, você vence o karma. Não como um lixo que passa pela sua vida, mas, por um aprendizado vencido, transformado, aberto, evoluído.

Receba as nossas bênçãos e o nosso amor. Tenham paz.

Eu Sou Mestra Rowena. E venho oferecer a vocês a energia da Chama Rosa – a energia do Amor – porque, só através do amor, nós somos capazes de compreender a ação do Divino.
Estou sempre presente, para aqueles que me acolhe. Trabalho na energia, que constantemente, espalha o amor na vida das pessoas.

fonte: http://mariasilviaporlovas.blogspot.com.br/2015/09/aqueles-que-sao-os-seus-melhores.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+mariasilviaorlovas+(Maria+Silvia+Orlovas)