terça-feira, 6 de agosto de 2013

As estantes móveis
Tablets e smartphones começam a ganhar destaque e cada vez mais adeptos como suportes para leitura
Texto Rafael Bravo Bucco | Fotos Robson Regato

ARede nº 92- Julho/Agosto de 2013
“Um fluxo constante de informação, que muda o tempo todo, recebe opiniões, é comentado conforme vai sendo atualizado, e reúne milhares de pessoas em torno de um mesmo assunto, para debater e trocar conhecimento, em rede, como serviço”. Essa definição, de autoria de Sílvio Meira, professor de engenharia de software da Universidade Federal de Pernambuco, poderia se referir a um fenômeno contemporâneo, como uma rede social, ou a um ambiente inovador, como uma plataforma científica virtual. Mas é a descrição de um objeto milenar, que simplesmente passa por transformações que garantem sua sobrevivência na era tecnológica: o livro. A substituição de textos e imagens estáticas por arquivos digitais de áudio, vídeo e aplicativos deve ser apenas uma fração daquilo que pode vir a ser o livro do futuro, disse Meira, durante o 4º Congresso Internacional do Livro Digital, realizado em junho pela Câmara Brasileira do Livro.
capa as estantes moveis 01
Para fundamentar sua tese, o professor apresentou o Silent History. Um livro digital, em formato de aplicativo para iPad e iPhone, cujos capítulos são liberados de acordo com a localização do leitor – ou usuário? O programa utiliza o georreferenciamento do GPS dos aparelhos para entregar um texto apenas quando o leitor chegue a três metros de distância do local onde a trama se passa. A narrativa traz a história de crianças que não falam, mas têm habilidades fantásticas. São 120 depoimentos, feitos por pais, professores, amigos, médicos, e centenas de textos “espalhados” pelo mundo. Há trechos para serem “lidos” dos Estados Unidos a Xangai.
“O livro não vai residir em um lugar, estará em todo lugar. Será assim pois o conteúdo dependerá apenas da plataforma”, disse Meira, convidado a imaginar o livro em 2020. Outra mudança fundamental, avalia, será conceitual. Ao integrar as plataformas digitais, o livro deixará de ser um objeto de consumo, uma fonte de informação de mão única. Vai se tornar um núcleo para a construção interativa do conhecimento. Deverá incorporar recursos hoje comuns no Facebook: a possibilidade de comentar trechos, compartilhar frases sublinhadas, acrescentar imagens, vídeos, criar tramas paralelas, mesmo sem ser o autor do original. “Para o bem de todos, o livro não será apenas sobre leitura, será também sobre escrita”, prevê.
Nada disso, no entanto, deve levar ao fim do livro de papel, acreditam os estudiosos do assunto. O livro em papel vai se tornar artigo de nicho, para aficionados pela experiência linear e sensorial que o objeto físico proporciona. “Terá o mesmo destino do disco de vinil”, ressalta o professor Meira, que é também cientista-chefe do Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife (Cesar).
Mesmo os livros didáticos vão ser completamente transformados. Um exemplo que vem conquistando público é o Codecademy, um ambiente virtual de ensino e aprendizagem de programação. O leitor, estudante, começa a aprender assim que entra no site. De cara, é convidado a usar códigos para escrever na tela o próprio nome. Quando se dá conta, aprendeu um pouco da linguagem dos computadores. Conforme navega pelos “capítulos”, pode compartilhar a evolução, observar exercícios resolvidos por outros usuários e debater soluções para problemas propostos. “O que era um livro, virou um aprendizado interativo e social”, observa Meira.
No Brasil, a Positivo Informática acaba de lançar o Caderno Digital, um sistema interativo que interliga o computador do professor (servidor de uma rede Wi-Fi) com tablets ou notebooks dos alunos. Com conteúdos para estudantes do ensino fundamental e do ensino médio, o Caderno permite ao educador criar e agendar atividades, às quais pode vincular diferentes mídias. Os alunos elaboram textos, resolvem exercícios, interagem em grupos e com o próprio professor, que também conta com o apoio de uma matriz de avaliação automática.
Retrato do momento
A pesquisa mais recente sobre o a leitura de livros digitais no Brasil traz dados de 2011. A 3ª edição do estudo Retratos da Leitura no Brasil, feito pelo Instituto Pró-Livro e divulgado na Bienal do Livro de São Paulo em 2012, mostra que há dois anos o mercado de livros digitais era pequeno no país. Os e-books representavam apenas 5% do mercado editorial (o que inclui os didáticos comprados para escolas públicas), equivalendo a 9,5 milhões de livros vendidos. Os maiores consumidores têm ensino superior e médio, com idade entre 18 e 39 anos. As mulheres leem mais livros digitais (bem como os de papel): 4,9 milhões compraram e-books naquele ano, contra 4,6 milhões de homens.
A pesquisa surpreende quando analisa o perfil econômico do leitor de livros digitais. De posse de tablets e celulares sofisticados, as classes A e B são as principais consumidoras, mas não por larga margem. Leram 53% dos e-books, enquanto a classe C, sozinha, consumiu 42%; e as classes D e E, 5%. A maioria dos livros, porém, foi obtida gratuitamente. Nada menos que 87% dos respondentes afirmaram ter baixado o livro da internet, e, desse total, 62% asseguraram que não recorreram à pirataria. Os demais, 38% admitem ter feito download ilegal.
Os números fazem editores tremerem. Mas não precisam. Basta que acreditem na migração para o digital. Quem alerta é Javier Celaya, diretor da Associação Espanhola de Economia Digital. “O mercado brasileiro vai se transformar rapidamente nos próximos cinco a sete anos. O brasileiro vai ler em telas antes do que se pensa, e se não houver oferta de e-books o quanto antes, a baixo custo, a pirataria vai predominar. O preço aqui, hoje, está muito alto”, avisou, durante o congresso da CBL. A observação vem baseada na experiência de seu país. Na Espanha, os livros digitais são lidos por 58% das pessoas, segundo pesquisa feita pela associação local dos editores, e 68% dos livros são baixados gratuitamente.
capa as estantes moveis 02Celaya lembrou que a leitura de livros digitais se dá não apenas em leitores digitais, os e-readers como Kindle e Kobo, mas também nos tablets e smartphones. Segundo ele, no Brasil há mais de 70 milhões de smartphones capazes de exibir, com qualidade, os livros digitais. Os editores precisam refletir sobre como levar os livros para essa população. “Houve um aumento de 400% nas buscas feitas pelo celular no último ano”, afirmou. Por isso, defende que editoras criem sites amigáveis aos dispositivos móveis. Ele também afirma que qualquer editora que queira sobreviver na era digital deverá oferecer recursos de autopublicação, um mercado que somente no Reino Unido representa 20% das vendas.
Outro estudo, o Painel de Livros, realizado pela consultoria GFK, aponta que o tablet deve se tornar a ferramenta principal de consumo de livros. Segundo a pesquisa, em outubro de 2012, 52% dos brasileiros tinham smartphone, 24%, tablet, e 61%, notebook. No entanto, a venda dos tablets cresceu 1.245% de abril de 2011 a outubro de 2012, e 35% dos entrevistados disseram que vão comprar um tablet nos próximos seis meses. A consultoria IDC afirma que a venda de tablets no mundo vai ultrapassar a de PCs já em 2015.
Formatos da criação
Os autores também já se preocupam com o impacto do e-book na criação. Tony Brandão, autor multimídia, trabalha com diferentes formatos há quase duas décadas. Nos anos 1990, lançou livros em formado CD-Rom, que podiam ser explorados pelos leitores. No começo dos anos 2000, criou um livro virtual, publicado no portal Terra, em que o leitor deveria decifrar crimes ocorridos em São Paulo. “O sucesso foi grande, os personagens [atores cujas fotos ilustravam o texto] eram reconhecidos na rua”, disse, em apresentação sobre como livros e jogos eletrônicos poderiam se unir.
Para ele, a resposta é evidente: “Acho que não se deve perguntar: livro ou game. Se deve pensar em um livro e game”. O Crimes no Parque está online até hoje. O leitor pode ler os capítulos, reunir pistas, acompanhar tramas paralelas. “É de 2003, quando a maioria das pessoas usava conexão discada”, lembra. Também há imagens que podem ser exploradas ao melhor estilo Google Streetview, mas feitas antes de esse serviço ser criado. Tudo para atrair a atenção de leitores adolescentes: “É preciso se apropriar das novas tecnologias e produzir obras interativas”, ressalta.
A autora Angela-Lago vê com ressalvas a adoção dos livros digitais. Para ela, as plataformas criadas atualmente desprezam a arte. “É tudo com muitas opções, o leitor pode escolher dezenas de letras, ir para lá, para cá. Onde está a simplicidade, a valorização do trabalho do diagramador, do designer?”, questionou. Para ela, a interatividade deve ser pensada de modo a não sobressair em relação ao conteúdo. “Descobri que eu mesma posso programar. Aprendi a usar o Flash, que os designers detestam. Aprendi que dá pra converter o que fiz em Flash para HTML5. Aí ficou ótimo. Eu crio de um jeito e converto”, comentou, exibindo o material para alfabetização que criou, disponível em seu site. Ao passar o mouse em uma letra, a imagem ganha contornos divertidos e ouve-se o som da vogal ou consoante. Passando o mouse sobre diversas letras em sequência, tem-se a percepção de formação das palavras. “Desse jeito, a criança já está lendo”, diz.
Mila Gonçalves, gerente de educação e aprendizagem da Fundação Telefônica, observa que apesar de pesquisas apontarem uma redução de 5% no índice de leitura do brasileiro (é o que diz o estudo Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro), há um equívoco de interpretação. “Há um multiletramento. As pessoas estão lendo mais, mas em outras plataformas”, defendeu. Entre as plataformas, está o computador, o tablet e o celular. Ela também acredita que o livro está se transformando rapidamente. “A Telefônica criou a Nuvem de Livros, que é uma biblioteca tradicional de livros digitais. Mas já existem ferramentas de leitura colaborativa, como o Read Cloud”, exemplificou.
Na ReadCloud, ferramenta criada por uma empresa da Austrália, leitores criam redes em torno dos livros digitais que estão lendo. Autointitulada de plataforma de social eReading, permite que alunos comentem e compartilhem o que estão estudando. Os usuários conseguem não apenas enviar texto, como publicar fotos e vídeos relacionados ao conteúdo. Pode ser usada em tablets e computadores, mas é uma solução privada.
Para a Câmara Brasileira do Livro, o digital é mais um instrumento para ampliar o número de pessoas com acesso à leitura. “O mercado brasileiro é composto por 97 milhões de leitores. É um número grande, porém, é metade da população. Há outro tanto igual de pessoas que não têm acesso nem ao livro físico, nem a bibliotecas”, lembra Karine Pansa, presidente da CBL.
Para aumentar o número de pessoas que leem, é importante atingir aqueles que têm deficiência e comunidades carentes. O livro digital pode ajudar, pela compatibilidade com diversos formatos ou por facilitar o acesso a um vasto acervo. “As pessoas com deficiência visual hoje podem recorrer a instituições que criam versões de livros em formato Daisy. No caso das comunidades carentes, ou das pessoas que talvez não tenham condição de ter o aparelho físico, há a possibilidade de recorrer às bibliotecas públicas equipadas com computadores e internet”, opina Karine.
Uma biblioteca digital também ajudaria, mas é o que falta ser feito por aqui. Para Silvio Meira, o Brasil está perdendo o bonde. “A gente devia estar em um momento de criação da Digital Public Library of Brazil, uma grande Biblioteca Pública Digital do Brasil, inspirada na DPLA, dos Estados Unidos, até porque o software da DPLA está sendo publicado e é aberto. Em qualquer lugar onde você tiver um computador e internet, você tem a Biblioteca Nacional todinha. Mas falta empolgação, falta a gente se engajar no processo”, reclama.
Segundo ele, 70% da população já passam mais de sete horas por dia conectadas, um contingente que se beneficiaria diretamente da existência de uma biblioteca assim. “Quem tinha de fazer isso no Brasil era a Biblioteca Nacional, mais as cinco principais universidades, e o Ministério da Cultura. Não são agentes privados que vão conseguir fazer porque não vão ter a licença para isso. Uma biblioteca digital pública é um esforço conjunto entre o sistema federal, a indústria de copyright e as bibliotecas de referência”, conclui. 


www.prolivro.org.br
www.codecademy.com
www.thesilenthistory.com
www.angela-lago.net.br
www.terra.com.br/crimes
http://dp.la

Equipamentos para ler
E-Reader
Leitor de arquivos de livro digital, com tela e-ink, reproduz apenas tons de cinza. A bateria, de longa duração, pode levar um mês para se esgotar. Com menos de 200 gramas, é mais confortável para leituras prolongadas. Confira os principais modelos à venda no país:

Kobo – disponível com quatro versões de tela: sensível ao toque; iluminada de 6 polegadas; HD de 6,8” e de 5”. Reconhece arquivos nos formatos ePub, PDF, Mobi, Jpeg, Gif, PNG, e Tiff, TXT, HTML, XHTML, RTF, CBZ e CBR. Custa entre
R$ 289 e R$ 600.
Kindle – em versão simples e com tela iluminada de 6”. Reconhece os formatos AZW3 (proprietário da Amazon, fabricante do aparelho), TXT, PDF, Mobi sem DRM, PRC, HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG e BMP. De R$ 299 a R$ 699.
Tablet
Mais sofisticado que o e-reader, faz mais do que reproduzir e-books, porém a bateria dura menos de um dia. Roda games, vídeos, músicas, tem navegador de internet etc., graças ao uso de aplicativos e tela colorida sensível ao toque. Os principais sistemas operacionais são o aberto Android, e o fechado iOS (usado apenas no iPad). Qualquer smartphone com esses sistemas apresenta as mesmas capacidades, porém, em tela menor. Alguns modelos à venda no país:

iPad – são três versões (Mini, iPad 2 e Retina) lançadas no Brasil, todas com tela sensível ao toque. Com diversas configurações de memória e conectividade à internet, o equipamento pode ler qualquer arquivo de livros digitais, de acordo com o aplicativo escolhido. Preço de R$ 1.349 a R$ 2,5 mil.

Galaxy Note 8 – Com tela de 8”, tem processador de quatro núcleos de 1,6 GHz, 2 GB de memória e 16 GB de armazenamento. Câmera frontal (1.3 MP) e traseira (5 MP). Custa R$ 700.
Nexus 7 – Assinado pela Google, tem processador de quatro núcleos de 1,3 GHz, armazenamento de 16GB, 1 GB de memória e câmera frontal de 1,2 MP. Custa R$ 1 mil.

Asus Memo Pad – Tem tela de 7”, 1 GB de memória, 8GB de armazenamento. Câmera apenas frontal, de 1 MP, e processador de um núcleo de 1 GHz. Custa R$ 500.


Onde baixar
Kindle Store – loja da Amazon, por onde se baixa livros diretamente com o Kindle. A maioria dos livros é paga, mas há milhares grátis, principalmente de autores clássicos, de Machado de Assis a Honoré de Balzac.
Livraria Cultura – a brasileira afirma ter mais de 10 mil títulos gratuitos, que podem ser baixados diretamente nos e-readers Kobo. Boa parte são obras de autores desconhecidos, além de alguns clássicos.
Saraiva – livros grátis são raros  aqui. A maior parte das obras precisa ser comprada. A livraria, porém, é a única com uma centena de livros gratuitos publicados pela Imprensa Nacional, baseados em roteiros de filmes nacionais.
iBooks – também com milhares de livros gratuitos, em diversas línguas, graças a parceria com o Projeto Gutemberg. As obras são todas em versão original, com português da época em que foram escritas, sem adaptação ou revisão.
Play Books – presente em todo aparelho Android, é a loja da Google. Também traz os livros do Projeto Gutemberg, além de títulos publicados por bibliotecas de livros que caíram em domínio público. Mas dá trabalho achar.


Social eReading
Se o livro digital, e do futuro, vai ter muita colaboração, já existem vários leitores digitais para tablets e smartphones com tais recursos. Confira:
Goodreads – rede social para leitores de livros, gratuita. A maioria dos usuários fala inglês, mas há brasileiros com quem debater sobre as leituras do momento. Também é uma plataforma para novos autores publicarem suas obras online.
Wattpad – a brincadeira aqui é sobre compartilhar histórias. Indicado para quem gosta de escrever, permite a fácil publicação de livros, contos, poesias. Os usuários leem textos uns dos outros, comentam, selecionam trechos favoritos etc.
Bookshout – rede social que facilita a comunicação entre público e autores. Qualquer pessoa pode publicar seus livros, criar um ambiente virtual de debate sobre seus textos, além de, claro, permitir compartilhamento de comentários.


Didáticos na telinha
Diante da digitalização dos livros, o Ministério da Educação (MEC) lançou no final de 2012 o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Pelo edital, as editoras deverão apresentar versões digitais dos livros didáticos. A versão digital poderá ser baixada por professores, nos sites das editoras.
O MEC não sabe precisar, porém, a quantidade de livros digitais que será adquirida, nem se editoras sem expertise para criação de material digital terão suas obras selecionadas convertidas por terceiros. O governo federal é o maior comprador de livros didáticos do Brasil, e a previsão é de que 80 milhões sejam adquiridos para distribuição, em 2015, a 20 mil escolas de ensino médio.
As inscrições de propostas terminaram em junho. Para garantir a concorrência, editoras poderiam apresentar livros apenas em formato físico. Agora em julho as editoras entregam as versões físicas, enquanto o material multimídia vai ser entregue para avaliação em agosto. Os livros passam por avaliação de especialistas do ministério, que vão selecionar as obras. Somente então o governo bate o martelo.
O edital não especifica qual formato os livros digitais deverão adotar, se devem ser compatíveis com leitores digitais, com computadores ou com tablets. A especificação é que tragam o mesmo conteúdo dos livros físicos, acrescidos de recursos multimídia, como vídeos e sons, por exemplo, o que reduz o universo de dispositivos às duas últimas categorias.
Também no ano passado o MEC iniciou a distribuição de tablets para professores de escolas de ensino médio da rede pública. Foram pré-requisitos para definir por onde começar a distribuição de tablets: ser escola urbana de ensino médio, ter internet banda larga, laboratório do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo) e rede sem fio (WiFi). Segundo o governo, foram distribuídos 254.559 aparelhos até o final de junho.
A contratação foi de 423.236. Cabem aos estados e prefeituras adquirir os tablets para docentes das redes estaduais e municipais. São duas versões, uma de 7”, outra de 10”. Ambas com câmera, microfone, saída de vídeo e conteúdos pré-instalados do Portal do Professor, do Portal Domínio Público, da Khan Academy (traduzido), do Banco Internacional de Objetos Educacionais e da Coleção Educadores.

Fonte: http://www.arede.inf.br/edicao-n-92-julho-agosto-2013/5889-capa-as-estantes-moveis#mec

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Chegar aos 50 anos em boa forma física protege contra o câncer, diz estudo



MARIANA VERSOLATO

ENVIADA ESPECIAL A CHICAGO (EUA)
Um novo estudo oferece mais um motivo para investir no condicionamento físico: diminuir o risco de câncer.
Resultados de uma pesquisa com mais de 17 mil homens nos EUA apontam que quem tem um alto nível de condicionamento cardiovascular tem um risco menor de ter câncer e morrer da doença.
O benefício independe do IMC (Índice de Massa Corporal), isto é, uma pessoa magra que não se exercite tem um risco maior de ter câncer do que uma pessoa acima do peso que faça atividades físicas, de acordo com o trabalho apresentado no encontro anual da Asco (Sociedade Americana de Oncologia Clínica), em Chicago.

Os resultados também levaram em conta tabagismo e idade.
Outros estudos já haviam mostrado que o condicionamento físico é mais importante do que o peso para prevenir doenças. Um deles, publicado no ano passado no "European Heart Journal", concluiu que obesos considerados saudáveis após exames tiveram um risco 38% menor do que os não saudáveis de morrer por qualquer causa.


Na nova pesquisa, os participantes fizeram um teste de esforço na esteira, usado para prever o risco cardiovascular, por volta dos 50 anos.
Os pesquisadores seguiram os voluntários por cerca de 20 anos para ver quem desenvolveria câncer colorretal, de pulmão e próstata.
Nesse período, 2.885 homens receberam o diagnostico desses tumores --347 morreram da doença e outros 159 morreram de problemas cardiovasculares.

Ao ligar os dados do teste de esforço com o diagnóstico de câncer, os pesquisadores concluíram que os participantes com maior nível de condicionamento tinham um risco 68% menor de ter câncer de pulmão e 38% menor de ter câncer colorretal do que os mais sedentários.
Não houve diferença no risco de desenvolver a doença na próstata.
Entre os que tiveram câncer, o bom condicionamento físico foi ligado a um risco menor de morte.

Para o oncologista Fábio Kater, responsável pelo centro de oncologia clínica do Hospital 9 de Julho e que participa da conferência, já se tinha uma ideia de que o exercício poderia ter esse efeito protetor --um estudo já havia mostrado que, entre as mulheres, o exercício ajuda a prevenir contra o câncer de mama.
"A pesquisa tem um peso grande pelo tamanho da amostra e tempo de seguimento. Mudanças no estilo de vida podem ter um grande impacto a longo prazo."
Ainda é preciso investigar as razões por trás dessa ligação. A oncologista clínica Veridiana Pires de Camargo, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que algumas hipóteses são a redução da inflamação e da gordura, a melhora da imunidade e até a liberação de endorfinas por causa dos e exercícios.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quem são os Vegans?

 

MaisEstudo
Não, os vegans não são vegetais com carinhas fofas, rsrs! Mas a imagem tem muito a ver com essa tribo. Vegan é o nome que se dá aos adeptos do Veganismo, uma filosofia de vida baseada em ideologias que defendem o direito dos animais. É bom lembrar que Veganismo é diferente de Vegetarianismo. Os vegetarianos são pessoas que não comem carne, e podem ter motivos diversos para isso. Já o veganismo é um estilo de vida que influencia não só a alimentação, mas todos os aspectos da vida de uma pessoa. Ou seja, todos os vegans são vegetarianos, mas não o contrário.


Origem

Há indícios de que essa tribo tenha surgido na Inglaterra em 1944. A ideologia que defendem é de que cada animal é dono de sua própria vida, tendo assim o direito de não ser tratado como propriedade (enfeite, entretenimento, comida, cobaia, mercadoria, etc). E preferem usar os termos “animais não-humanos” ou “seres sencientes“, em vez de chamá-los de “irracionais”.

Como eles se comportam?

Todo vegan procura evitar a exploração ou abuso dos animais, boicotando qualquer produto de origem animal, sejam alimentos, roupas, acessórios ou objetos, além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufatura. Tudo isso é levado muito a sério, tanto que eles costumam pesquisar e se preocupam em usar roupas com tecidos de origem vegetal.
Eles também são contra eventos de “entretenimento” que envolvam animais, como touradas, rodeios, brigas de galo, etc. Até o remédios entram na lista de produtos rejeitados, como alguns alopáticos, por exemplo, por serem testados em animais. Muitos vegans acabam optando pela fitoterapia, homeopatia ou qualquer tratamento alternativo.


Dia Mundial do Vegan

Como a preocupação com o meio ambiente e com a natureza está cada vez mais presente no cotidiano de pessoas do mundo todo, a filosofia do Veganismo tem tudo para conseguir cada vez mais adeptos preocupados com o bem-estar do próximo e do nosso planeta. Ela já está mais popular e a prova disso é que existe até um dia especial para eles: o Dia Mundial do Vegan, dia 1 de Novembro, que tem sido comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.

FONTE: http://blog.maisestudo.com.br/quem-sao-os-vegans/

21/05/2013 - 06h00

Saiba como lidar com pessoas difíceis no ambiente de trabalho

Alguma vez você já perdeu a paciência com um colega de trabalho? Já questionou as atitudes do seu chefe? Fique calmo, você não é o único. Em todas as empresas existe uma ou mais pessoas com perfil difícil de lidar no ambiente de trabalho.

“Depois da ‘falta de comunicação’ ou ‘comunicação cheia de entraves’, o que mais atrapalha nos relacionamentos entre colegas de trabalho é a falta de caráter”, afirma Maurício Seriacopi, que é palestrante e consultor empresarial.

São chefes egocêntricos - que vendem como seus os resultados conquistados em conjunto pela equipe-, os colegas que adoram “roubar” boas ideias, ou então aqueles que mudam completamente quando assumem um posto de liderança.





Confira dez perfis difíceis de lidar no ambiente de trabalho - 11 fotos

Acessando: 

http://noticias.uol.com.br/empregos/ultimas-noticias/2013/05/21/saiba-como-lidar-com-pessoas-dificeis-no-ambiente-de-trabalho.jhtm


Alguma vez você já perdeu a paciência com um colega de trabalho? Já questionou as atitudes do seu chefe? Fique calmo, você não é o único. Em todas as empresas existe uma ou mais pessoas com perfil difícil de lidar no ambiente de trabalho. A seguir, o consultor Maurício Seriacopi lista dez desses perfis difíceis e a como lidar com cada um deles: Stefan

Seriacopi explica que esses perfis normalmente são resultado da permanência do profissional por muito tempo na empresa, especialmente quando exercem um cargo de confiança. Desenvolvem-se a partir da ausência de políticas disciplinadoras, do distanciamento do líder e da falta de um plano de engajamento dos colaboradores nos objetivos da organização.

“A falta de preparo, especialmente para os colaboradores que exercem funções de liderança é um grande fator [para a formação desses perfis]. Por muitas vezes, são colocados nessas funções como forma de promoção, mas não foram desenvolvidos para assumirem tal”, diz o consultor.

E agora?


Diante do colega indesejado, é preciso ser tolerante e buscar oportunidades para ter conversas claras e francas sobre a situação. Tente entender as razões pelas quais ele está adotando essa postura e procure ajudá-lo.

Se nada der certo e a relação estiver insuportável, busque outra função dentro da empresa ou avalie se é hora de trocar de companhia. Vale ainda consultar o líder acima na hierarquia para comunicá-lo sobre o problema.

"Empresas com missão, visão e valores claros, e que realmente se inspiram neles, conseguem criar um ambiente favorável, que repele naturalmente as pessoas que não se enquadrem na filosofia", conclui o especialista.

http://noticias.uol.com.br/empregos/ultimas-noticias/2013/05/21/saiba-como-lidar-com-pessoas-dificeis-no-ambiente-de-trabalho.jhtm 

 

sábado, 20 de abril de 2013

Vale ver até o fim


Muito legal: VOCẼ PODE BAIXAR E FICAR POR DENTRO...


ACESSANDO O LINK http://www.arede.inf.br/para-ler-e-baixar , clique nas imagens ou nos 

formatos desejados para baixar em seu computador, smartphone ou 

tablet

Os materias estão disponíveis sob licença livre. 

Veja alguns...


1Lixo Eletrônico - Qual o melhor destino para ele?

2) Navegar com Segurança: por uma infância conectada e livre de violência sexual

3) Relatório 11ª Oficina para Inclusão Digital e Participação Social

4) Principais Direitos dos Usuários e Obrigações das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações

5) Cartilha de Segurança para Internet

6) SaferDic@s - Brincar, estudar e navegar com segurança na internet!

Acesse para saber mais: http://explica.tumblr.com/


O que é a lei Carolina Dieckmann?




Você sabe o que é uma startup?
image


MAIORIDADE PENAL 

(Foto: Reprodução)

 Para saber, acesse: http://explica.tumblr.com/

Volta por cima


Patch heart tattoo. Very unique idea for a mastectomy tattoo. [p-ink.org]Elegant.

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais recorrente no mundo, e o mais comum entre as mulheres. Em muito casos, os médicos recomendam mastectomia para combater a doença. Para apoiar quem passa por isso, duas amigas e um estúdio de tatuagem criaram uma página no Pinterest onde reúnem fotos de belas tatuagens feitas por mulheres que usaram a arte para superar a dor.


Acesse para ver as imagens: www.pinterest.com/personalink

GALERIA A CÉU ABERTO


Muros, fachadas e paredes de prédios da capital paulista viraram uma exposição online permanente: a Galeria São Paulo Street Art. São mais de 100 fotos de graffitis e entradas de arranha-céus. As imagens podem ser ampliadas para ver detalhes difíceis de perceber a olho nu.






Gosto tanto de você Padre Fábio de Melo
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito
Isso de ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber.

domingo, 14 de abril de 2013


Teste de Personalidade: Quem é você?

Curtiu o teste da revista Super? Agora é sua vez! Responda as perguntas abaixo e descubra quais são os seus níveis de extroversão, neuroticismo, consciência, afabilidade e abertura 

à experiência




Cientista recria o som do Big Bang. 

Ouça aqui





Pesquisadores acreditam que o início da expansão do Universo produziu intensas ondas de som. Obviamente, elas não são mais audíveis. Mas informações sobre radiação cósmica coletadas pela NASA apontam que é possível simular o barulho.
Foi o que fez o físico da Universidade de Washington, John Cramer. A partir da análise desses dados, ele produziu um arquivo de som que simula o som do Big Bang. O mais bacana é que os 100 segundos que Cramer montou mostram, na verdade, um intervalo de tempo de 380 mil anos.
Clique no link abaixo para ouvir o som do início do Universo:

http://super.abril.com.br/blogs/supernovas/2013/04/11/cientista-recria-o-som-do-big-bang-ouca-aqui/

Plug-in apaga todos os números do Facebook; veja qual o motivo disso

As redes sociais são um meio de comunicação, uma plataforma para trocar ideias e falar com outras pessoas – não um concurso de popularidade. Não importa quantas pessoas curtem o que você posta, e sim quais pessoas curtem. Essa é a proposta do Facebook Demetricator, um plugin (para os navegadores Chrome, Firefox e Safari) que elimina todos os números do Facebook. Quando você instala esse treco, que foi criado pelo artista/programador americano Ben Grosser, o site continua funcionando normalmente – só que sem números.
Em vez de “15 pessoas curtiram isso”, por exemplo, aparece que “pessoas curtiram isso”. Em vez de “X pessoas comentaram”, “pessoas comentaram”, e por aí vai – mensagens, chats, solicitações de amizade, tudo continua aparecendo e funcionando, só que sem uma contagem associada. O plug-in não é perfeito (deixa escapar os números de alguns posts), mas traz à tona uma questão interessante. E talvez digna de reflexão.
http://super.abril.com.br/blogs/rebit/plug-in-elimina-todos-os-numeros-do-facebook-veja-qual-o-motivo-disso/

Conheça três invenções para ajudar a ter uma horta em casa

 - QUEM VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER (Opsss, quando DIMINUIR)?
 - Uma planta. ;D



1. Lápis que brota
Essa é para os estudantes sustentáveis: um lápis que, quando já não pode ser mais usado, vira planta! Isso mesmo. Depois de tanto apontá-lo, chega uma hora que vai para o lixo, certo? Neste caso, pode ir para algum vasinho e originar uma flor, erva ou vegetal.

Sprout (do verbo “brotar”, em inglês) é feito com materiais totalmente não-tóxicos e tem, em uma das pontas, uma cápsula com sementes dos mais diversos tipos, de tomate a calêndula. A cápsula é ativada com água (por isso tem que tomar cuidado para não molhar o lápis antes de plantá-lo de verdade). Ao colocar na terra e regar, a proteção se dissolve e a semente começa a germinar.
A ideia veio de um grupo de estudantes do MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos EUA. O lápis pode ser comprado pela internet, em grandes quantidades.
2. Luz e horta
O design sérvio Marko Vuckovic desenvolveu a luminária The Grass Lamp, que une iluminação e paisagismo. A ideia é “criar uma atmosfera elegante e confortável”, em especial em casas com pouco espaço. A criação emite uma luminosidade agradável e garante a luz necessária para o cultivo de uma mini-horta.

3. Adubo compacto
O designer colombiano Mauricio Issa criou um equipamento capaz de garantir, ao mesmo tempo, reciclagem de lixo doméstico e produção de gás. O eComposter pode ser facilmente instalado na cozinha, é compacto e transforma resíduos orgânicos (restos de alimentos, por exemplo) em adubo natural para jardins.

Além disso, gera gás doméstico a partir da fermentação dos resíduos, que pode ser usado em fogões.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/conheca-tres-invencoes-para-ajudar-a-ter-uma-horta-em-casa/

Músico britânico lança clipe feito com Lego


Ed Sheeran é um dos grandes sucessos do momento no Reino Unido e já começou a cativar fãs pelo mundo todo. Em 2010, o ruivinho foi para Los Angeles e chamou a atenção de Jamie Foxx. Com isso, ele acabou conseguindo um mecenas para lançar seu grande trabalho de estúdio, chamado “+”, que saiu em 2011.
O som pop e romântico pode não agradar a todo mundo, mas o que nós achamos super legal mesmo foi a ideia que o músico teve para o clipe da música “Lego House”.

Em outubro de 2011, Sheeran lançou um vídeo em que é interpretado por Rupert Grint (sim, o Rony do Harry Potter) em um típico dia de superstar. Ok, legal, quem curte Harry Potter pirou, mas e daí? Daí que, agora, quase dois anos depois, Sheeran lançou uma nova versão do mesmo clipe feita toda com Lego! Ótimo jeito de reviver um hit.


Confira abaixo a versão “legoficada”  e a original.







Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cultura/ed-sheeran-lanca-clipe-feito-de-lego/

domingo, 7 de abril de 2013

Pe Fábio... sempre vale ouvi-lo ;D


SOFRER PELO O QUE VALE A PENA

Sendo Honesto Consigo Mesmo 




Tenha a coragem de dizer "não" ao que lhe aprisiona

 

terça-feira, 2 de abril de 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013


 Poliedros



 Para construir poliedros com palitos de dente e jujubas, acesse o play:


  PS. Não vale comer as jujubas!


https://www.youtube.com/watch?v=qI5agL6LngU